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Arco-Íris
Quantas cores a vida tem, não sei Muitas usei para colorir o olhar Quando estava distraído Num mergulho incolor Quantas corres a vida tem, não sei Trazem sabores e odores Melodias que ecoam no espaço Para além do tempo Quis guardar todas as cores Eu sei que as trago vivas Arco-íris cintilante Lembrança entre o céu e a terra ⓒ Carlos Veiga
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11 de jun.1 min de leitura
Azimute (para o teu coração)
Quisera eu encontra-te por aí Nesta paisagem alentejana Despida de todos os pudores Para que me pudesses sorrir Aqui senti o teu beijo E me envolvi no teu abraço Enfeitados com lírios do campo Perdemo-nos Só a bússola me faria encontrar os teus lábios, o teu peito e a tua face Tocar-te na pele morena Nesse teu riso desconcertante A nossa bússola secreta Os nossos pontos cardeais Azimute Para o teu coração ⓒ Carlos Veiga
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11 de jun.1 min de leitura
Porto de partida
Existe um ponto de partida Ocidental Onde escrevo e me guardo Barco que navega ao longe Sem saber para onde irá Tantas milhas percorridas Procura Pelo porto de chegada Cansado de tanto navegar Bússola da paixão Sempre, ponto de partida Caravela Até ao porto de chegada Vela estendida ao vento Prontidão para amar De braços caídos Cansaço De tanto controlar a direção Porto seguro encontrado Beijo de terra e mar. ⓒ Carlos Veiga 02.12.2014
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11 de jun.1 min de leitura
Abraçar-te
Fico muito além Cativo naquele lugar Nos momentos vividos Defronte ao imenso mar Corpos entrelaçados no desejo Olhando para o que foi Agora o vazio O que não está presente Desejo desesperado Da incessante procura Peito trespassado Da dor que fala e grita Queria eu ter-te aqui Abraçar-te Unir-me a ti. ⓒ Carlos Veiga 11.06.2010
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11 de jun.1 min de leitura
Primavera
Presenteias os dias amenos com o odor doce dos pólenes Sopro do vento gracioso que rodopia pelos campos E nos convida a dançar. O sol tímido quer acenar e tocar na nossa face Toque vibrante das paixões. Nas pétalas das flores poisam centelhas de vida Energia em constante exaltação. Cicias para o campo uma brisa com sal de águas tépidas dádiva do nosso temperado vento do Oeste. Doce seiva de um florilégio Primavera Aqui te desejei mais que o azul do mar. ⓒ Carlos Veiga 2025
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11 de jun.1 min de leitura
Lentamente
Lentamente, mas na direção certa Que a água siga o seu caminho até à foz Encontro do sal do mar que tanto procura Longo caminho desconhecido Lentamente, mas na direção certa Que a corrente seja forte e abundante E beije o mar como deseja Porque o seu caminho é certo Não se deixe os galhos nas margens Nem se intimide perante as rochas Antes contorná-las seguindo o caminho Assim seguirá serena e confiante Seja aquilo tem de ser O encontro do doce e do salgado Já no oceano a nav
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10 de jun.1 min de leitura
Poesia
Escrita doce, leve e prosa que salva e resgata para a luz Arco-íris, mensageiro colorido fazedor de sonhos e desejos Mão generosa aberta, estendida convite para descer a margem do rio curso de águas cristalinas, tranquilas Guia que nos orienta até à foz Em frente ao mar te desejo peito aberto trespassado e sedento Permissão ao vento que sopra as asas que buscam ir além Para ti a escrita e o canto com rasgo de amarras Perfeito rebrilhar de um farol Poesia, em ti nos permitimos
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10 de jun.1 min de leitura
Lisboa
Gosto de Lisboa cinzenta Castanhas assadas, chuva de outono Abrigo nas arcadas Passos apressados. Os elétricos amarelos circulam Ao longo das linhas centenárias resistentes aos atropelos do tempo em solavancos desajeitados Observo os seus passageiros Lembro e imagino a história, as estórias Vividos no vaivém incansável Refletidos em espelhos de água As telas que as materializam Amo as avenidas, as ruas e ruelas Com luzes acesas ao final da tarde Observo, sinto o aroma das
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10 de jun.1 min de leitura
Astúrias
Orla marítima bela e acidentada Do mar cantábrico às altas montanhas as cidades únicas Lembranças permanentes Tantas vezes porto de chegada Oviedo antiga, senhorial Senhora do inverno, dos caminhos do românico do verdejante monte Naranjo Caminhos de misticismo Gijón progressista, contemporânea menina do verão, do mar dos sorrisos de poeta Eterno elogio ao horizonte. ⓒ Carlos Veiga 29.03.2024
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9 de jun.1 min de leitura
Lua
Porque tens um poder especial magnetismo que nos arrebata Porque nos deixas prostrados atas-nos com beleza, feitiço e mistério Senhora das marés e dos nascimentos das crenças antigas, sonhos e ilusões Da tua face oculta nada sabemos Mesmo sem luz própria iluminas Ainda no ventre materno nos chamavas mesmo sem termos nome e já o éramos Vindos de ti crescemos a contemplar-te com o cordão umbilical que nos une Da força etérea sublime que emites a luz que refletes, trespassa as a
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9 de jun.1 min de leitura
Um dia serei
Um dia serei folha ao vento Manto sobre os teus ombros Subtil Toque delicado Inesquecível encontro Um dia serei pássaro Que voa altaneiro Silencioso Que segue os teus passos Construtor de sonhos Um dia serei barco A navegar pelas marés Encontro Da terra e do mar Horizonte que se estende ⓒ Carlos Veiga 2016
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9 de jun.1 min de leitura
És como o mar
És como o mar, alto mar A tua escrita é livre Nas páginas que criam Sem linhas nem margens És como o mar, alto mar Vento que sopra a vela Que guia o barco Melodia doce e imperfeita Alcançar o porto de abrigo Beijar e abraçar-te Salpicar a terra de água salgada ⓒ Carlos Veiga 16.04.2016
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9 de jun.1 min de leitura
Sul
O Sul é generoso Como a imensidão das planícies Traz o calor no coração moreno De uma gente bonita, verdadeira O Sul traz a simplicidade num sorriso De um rosto marcado pelo tempo Num olhar permanente, infinito No abraço que acolhe Traz consigo a generosidade atada No peito agora aberto Um punho fechado Numa nobreza ímpar As cores trespassam a alma Na cadência que se eterniza Gente de raízes profundas Que dança na brisa quente O Sul é generoso, quase divino Puro e simples Ve
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9 de jun.1 min de leitura
Mar
Preciso de ti, para ter vida Preciso de ti, em todos os meus sentidos O som das ondas que beijam a face Num vaivém, ritual Porque me chamas e sem mim não vives Porque ouvindo o teu clamor Os teus ecos de dor Respondo ao teu amor simples Olho para te contemplar O teu odor, o murmúrio e o sal das ondas fortes Que lutam entre o bem e o mal ⓒ Carlos Veiga 05-04-2014
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9 de jun.1 min de leitura


Poesia do Mar: Versos que Navegam na Alma
A poesia é uma forma de expressão que toca a alma e, quando se trata do mar, essa ligação torna-se ainda mais profunda. O mar, com a sua vastidão e mistérios, tem inspirado poetas ao longo dos séculos. Neste post, vamos explorar como a poesia do mar não só reflete a beleza e a força da natureza, mas também como ela ressoa em nós, nas nossas emoções e experiências pessoais. Close-up view of a tranquil beach with gentle waves A Relação Entre o Mar e a Poesia O mar é um símbolo
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9 de jun.3 min de leitura


A Serenidade do Campo em Palavras Poéticas
A serenidade do campo é um tema que ressoa profundamente em muitos de nós. A tranquilidade das paisagens rurais, o canto dos pássaros e o suave sussurrar do vento nas árvores criam um ambiente que inspira à reflexão e à criatividade. Neste post, vamos explorar como a poesia pode capturar essa essência do campo, fazendo emergir sentimentos de paz e ligação com a natureza. A Natureza como Fonte de Inspiração A natureza tem sido uma fonte de inspiração para poetas ao longo da hi
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9 de jun.4 min de leitura
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